Corregedoria é espinha dorsal do TJ

Por Frederico Vasconcelos

Ricardo Cintra Torres de Carvalho
Para o desembargador Ricardo Cintra Torres de Carvalho, a Corregedoria Geral de Justiça é o elo de ligação dos juízes e funcionários com o tribunal. Segundo ele, o cargo sempre foi disputado pela relevância que tem. “Essa eleição é atípica pela quantidade de pretendentes”, diz.

Carvalho concorre ao cargo de corregedor geral disputando votos com os desembargadores José Damião Pinheiro Machado Cogan, Manoel de Queiroz Pereira Calças, Ruy Coppola, Carlos Eduardo Donegá Morandin e Ricardo Mair Anafe.

***

Blog – Por que pretende ser corregedor-geral da Justiça?

Ricardo Cintra Torres de Carvalho A Corregedoria Geral da Justiça é a espinha dorsal do tribunal; supervisiona a atividade-fim, onde a população tem o contato direto com o sistema judicial e extrajudicial, e fornece ao tribunal os dados da realidade necessários à formulação à sua política administrativa. É o elo de ligação dos juízes e funcionários com o tribunal; cuida de gestão, organização e métodos; formula as normas de serviço, cuida do que existe e pensa o futuro. Acompanha e disciplina o serviço judicial e extrajudicial. É uma área em que atuo há anos; fui Diretor do Fórum no interior, Juiz Auxiliar da Corregedoria em duas gestões, colaborei em outras gestões com projetos e sugestões; dediquei atenção à organização das varas onde atuei e integrei comissões administrativas do tribunal. Esse histórico e a experiência acumulada me permitem continuar atuando nessa área que sempre me atraiu, agora de forma mais efetiva como Corregedor Geral.

 

Blog -Por que o cargo de corregedor é tão disputado?

Carvalho – Essa eleição é atípica pela quantidade dos pretendentes, todos pessoas com relevantes serviços prestados ao tribunal. O cargo sempre foi disputado pela relevância que tem.

 

Blog – Como avalia a atividade da corregedoria em relação aos cartórios?

CarvalhoOs cartórios judiciais e extrajudiciais são supervisionados por seus Juízes Corregedores Permanentes e, todos eles, pelo Corregedor Geral; a supervisão se faz pela edição das Normas de Serviço Judicial e Extrajudicial e pelas correições ordinárias e extraordinárias, pelas informações periódicas enviadas à Corregedoria Geral, pelas reclamações e representações, enfim, às informações que de um modo ou de outro chegam ao Corregedor. É uma atividade constante que envolve a boa condução dos serviços e a disciplina judiciária e que tem sido historicamente efetuada com sabedoria e rigor.