Lições para o Supremo

Por Frederico Vasconcelos

Caso Delcídio sugere equívocos no mensalão; e que senadores imaginam poder influenciar ministros.

sessão segunda turma STF

Da procuradora da República aposentada Ana Lúcia Amaral, de São Paulo, sobre as manifestações de ministros do Supremo Tribunal Federal diante da gravação que gerou a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do Governo no Senado:

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Parece que agora certos ministros do Supremo Tribunal Federal entenderam o que é uma organização criminosa.

Não esqueçamos que via os tais “embargos infringentes” foi reformada a parte do julgado do STF, na ação penal 470 [mensalão], que, por maioria, entendeu a configuração do tipo penal de formação de quadrilha.

Menos frases de efeito e mais decisões consistentes!

 

Ainda da mesma procuradora:

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Se não existisse a gravação, ou seja, iniciativa de alguém que percebeu que o sistema tem enormes furos, e que pessoa da sua família seria o único afetado, enquanto que os mais “graúdos” passariam ao largo, as coisas poderiam não ter assim acontecido.

Não podemos fazer de conta que a gravação não escancarou que a forma de escolha dos integrantes das cortes tem que ser mudada.

Acreditam-se os parlamentares com poderes para influir em magistrados, como forma de retribuição de seu apoio. Sem contar como “advogados” agem em benefício próprio e não de seus clientes.

Muitas lições podem ser retiradas da gravação executada. Com essa gravação, vai ficar mais difícil o STF se fazer de ingênuo.