Delcídio e a autopreservação do STF

Por Frederico Vasconcelos

Supremo à noite

Ao analisar a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Marcos Nobre, professor de filosofia política da Unicamp e pesquisador do Cebrap, diz que seria “um caso para o Conselho de Ética do Senado, não para uma ordem de prisão do Supremo Tribunal Federal”.

Em artigo sob o título “O STF foi tragado pela crise“, publicado nesta segunda-feira (30) no “Valor“, Nobre diz que “o STF agiu segundo a lógica do desespero que dirigiu as ações do conjunto do mundo político ao longo de 2015”.

Segundo o articulista, o STF “interpretou a situação como uma escolha entre sua posição institucional ou a fímbria de estabilidade que se tinha alcançado e escolheu a autopreservação. Isso porque a gravação poderia ser interpretada como colocando em risco sua autoridade, porque poderia vir a ser entendida como colocando sob suspeição perante a opinião pública a posição e a isenção do STF como instância de referência última de todo o sistema judiciário.”