Janot e os holofotes da Lava Jato

Por Frederico Vasconcelos

Ao discursar na solenidade de Abertura do Ano Judiciário, no Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (1º), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou um balanço dos resultados da “bem sucedida Operação Lava Jato”, como definiu.

Segundo anunciou, os crimes já denunciados envolvem o pagamento de propina de R$ 6,4 bilhões. Já foram bloqueados R$ 2,4 bilhões em bens dos réus. Houve até o momento 80 condenações, contabilizando 783 anos e 2 meses de pena.

Janot afirmou que “os poderes político, econômico e os setores da sociedade civil hão de entender que o país adentrou em nova fase, na qual os holofotes não serão desligados e estarão constantemente direcionados à observância estrita do ordenamento jurídico”.

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Eis os dados apresentados, consolidados até 18 de dezembro de 2015:

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1.016 procedimentos instaurados;

396 buscas e apreensões realizadas;

99 mandados de condução coercitiva cumpridas;

119 mandados de prisão cumpridos, sendo 62 prisões preventivas e 57 prisões temporárias;

86 pedidos de cooperação internacional, sendo 77 pedidos ativos para 28 países e 9 pedidos passivos com 8 países;

40 acordos de colaboração premiada foram celebrados;

5 acordos de leniência foram firmados;

36 acusações criminais ajuizadas contra 179 pessoas, apontando o cometimento de crimes contra o
Sistema Financeiro Internacional e Nacional, corrupção, tráfico transnacional de drogas,
formação de organização criminosa, lavagem de ativos, dentre outros ilícitos.

No que toca aos valores até então envolvidos, destaca-se que:

Os crimes já denunciados envolvem o pagamento de propina de R$ 6,4 bilhões.

R$ 2,8 bilhões já foram recuperados por meio de acordos de colaboração e R$ 659 milhões foram objeto de repatriação.

R$ 2,4 bilhões em bens dos réus já foram bloqueados.

Até o momento, são 80 condenações, contabilizando 783 anos e 2 meses de pena.