Candidatos ao cargo de Márcio Elias Rosa defendem promotores que pediram prisão preventiva de Lula

Por Frederico Vasconcelos

Candidatos a PGJustiça

Os três candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo defendem a atuação dos promotores que pediram a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A eleição será realizada neste sábado (9).

Disputam a cadeira de Márcio Elias Rosa os procuradores de Justiça Eloisa Arruda, Gianpaolo Smanio e Pedro Juliotti.

Eles prometem isenção e imparcialidade do Ministério Público nas investigações da operação Alba Branca, que apura pagamento de propina em contratos superfaturados de merenda escolar em São Paulo.

Gianpaolo Smanio é o candidato de Márcio Elias Rosa. Eloísa Arruda faz oposição à gestão do atual procurador-geral. Pedro Juliotti é apoiado pela Associação Paulista do Ministério Público (APMP) e por seu presidente, Felipe Locke Cavalcanti.

A APMP colhe assinaturas de promotores e procuradores de Justiça de todo o Estado em manifesto que defende a nomeação do candidato mais votado nas eleições. A proposta da entidade é entregar o manifesto ao governador Geraldo Alckmin pouco antes de a lista tríplice ser confirmada.

Eis o que os candidatos responderam sobre o pedido de prisão de Lula, em entrevista concedida a Thaís Arbex, publicada nesta sexta-feira (8), na Folha:

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Promotores paulistas pediram a prisão preventiva do ex-presidente Lula e chegaram a ser acusados de buscar o protagonismo em relação à Lava Jato. Como avalia a atuação deles e as críticas?

Gianpaolo Smanio – A atuação foi pautada pela independência funcional, princípio constitucional da atividade do Ministério Público. Cabe ao Poder Judiciário decidir sobre o pedido de prisão.

Não podemos permitir, de forma alguma, desrespeito à atividade do Ministério Público, que ocorreu dentro dos ditames legais. Nesse momento que o país atravessa, precisamos mais do que nunca de serenidade e união em defesa das prerrogativas e dos poderes do Ministério Público.

 

Eloisa Arruda – As críticas em relação aos holofotes são frágeis, os colegas possuem carreiras absolutamente respeitadas interna e externamente. É fato público e notório que quando o Ministério Público busca a responsabilização de pessoas com elevado poder econômico ou poder político relevante, a reação tende a ser mais incisiva.

O Ministério Público jamais se calará e tampouco recuará na apuração e combate à corrupção e organizações criminosas, enfrentando quem quer que seja: pobres ou ricos, empresários ou políticos, tratando-os sempre de forma igual perante o crivo da lei e submetendo as ações à análise necessária e obrigatória do Poder Judiciário.

 

Pedro Juliotti – Apoiamos a ação dos colegas de São Paulo. O Ministério Público é uno e está trabalhando coletivamente em benefício da sociedade, inclusive compartilhando provas e estratégias.

Fortaleceremos as formas de atuação integrada nas mais diversas áreas, sempre com o objetivo garantir a excelência dos serviços prestados à população.