“O país merece mais”, diz desembargador

Por Frederico Vasconcelos

Sob o título “Alma quase lavada“, o artigo a seguir é de autoria de Edison Vicentini Barroso, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de S. Paulo.

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Reescreve-se a história. Por decisão do Senado, de admissibilidade do processo de impeachment, o Brasil começa a ficar livre da presença incômoda de Dilma Rousseff e daqueles que a rodeiam. Tudo indica que permanentemente, apesar do esperneio de sua tropa de choque – no Congresso e fora dele.

O País merece mais, do melhor. Chega de PT, de Lula, de Dilma. Chega de quem se alimenta da corrupção, à custa da desgraça do povo. É preciso voltar a respirar, ter a sensação de que a ética e a moral tornam a oxigenar a vida social brasileira, à distância da bandalheira instalada.

É indispensável vencer a impostura, ressuscitar a dignidade, entronizar o bom caráter, restabelecer a honradez. O Brasil não aguenta mais!

Uma nação desfigurada pela deletéria ação petista, deformada pelo que no mundo há de pior. A falta de vergonha, o riso escarninho de quem destrói vidas e sonhos, tornados pesadelos por desesperança sem par.

Um país saqueado, um povo rebaixado, ferido em suas mais caras aspirações. Enganado por discursos mentirosos de quem já vai tarde. A opulação acordou, reagindo à indiferença dos últimos treze anos.

Percebeu-se usada como massa de manobra, privada da perspectiva de vida melhor.

E não cola mais a conversa do ‘golpe’. Todos sabem que o verdadeiro golpe tem nome próprio: Lula e Dilma, nesta ordem. Golpearam o Brasil, profundamente, abalando-lhe os fundamentos da verdade que há de reger os destinos da população.

O povo brasileiro tem fome de vida decente, sede de prosperidade. E hoje, em sua grande maioria, já sabe distinguir quem é quem, capacitando-se a novas escolhas. Ele quer mudança, quer a saída de Dilma e o banimento de Lula e do PT – a exigir punição dos que lhe fizeram tanto mal.

Um país sofrido, destroçado por esquema de corrupção jamais visto ou igualado, clama por novos tempos. Um tempo de paz social, decorrente da vida digna de homens e mulheres decentes, decentemente tratados. Um tempo que não volte atrás, que tenha a ver com a ética no trato da coisa pública e com o positivo e irrestrito cumprimento das leis.

Um tempo em que o governo governe para todos, com transparência, visando o bem comum.

Tempo de revigoramento de princípios, nublados pela névoa de corrupção endêmica, institucionalizada. Tempo de renovação de rumos, na direção do progresso e do bom nome da Nação.

Dum tempo em que não pesem, sobre o presidente e seu governo, a pecha de irresponsabilidade fiscal, de gestão temerária e de comprometimento moral grave – a fomentar corrupção, colossal e sem precedentes. De um tempo novo, que de novo dê alento ao povo, dele afastando as teias de um ‘projeto criminoso de poder’ (na expressão do ministro Celso de Mello – do STF) associado à ruína econômica, de resultados sociais catastróficos e atrelados à era PT.

Tempo de uma Justiça mais justa, de conteúdo e menos formal, capaz de dar a cada qual o merecido. Tempo de confiança readquirida, de instituições enobrecidas, referenciadas por seus atos.
Tempo de se ouvir a voz do povo, a ditar as regras do próprio destino. Tempo de pés-no-chão, sem mais os malefícios da ilusão plantada pelo estelionato petista. Tempo do acalento da verdade, do sustento da honestidade, base de toda boa ação.

Tempo de emprego retomado, ideal de vida de todo trabalhador. Tempo duma nação saneada, de seu seio expurgada a chaga da corrupção. Tempo de dar tempo às aflições, de romper os grilhões, de exploração e dor.

Tempo de tratar com seriedade os interesses do Brasil, à distância da prioridade exterior.

É tempo de lavar a alma, cansada de apanhar. Tempo de desatar nós e dar vazão a uma só voz, de libertação e progresso. Tempo de ferir de morte o compromisso com o retrocesso.

É chegada a hora de crescer, amadurecer para uma nova vida. É passado o tempo de a Nação dizer a Dilma até nunca mais. E tchau, querida!