Juízes reconhecem eficiência do MPF na Lava Jato

Por Frederico Vasconcelos

Força Tarefa Lava Jato
O jornal “O Estado de S. Paulo” dedica editorial, neste sábado (28), ao prêmio concedido pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) aos procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato.

“Numa demonstração de maturidade institucional, juízes federais superaram antigas animosidades corporativas e reconheceram publicamente a eficiência com que os procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, vêm combatendo a corrupção e defendendo o império da lei”, diz o jornal.

A Ajufe atribuiu nota dez ao desempenho dos procuradores, conferindo-lhes o prêmio “Boas Práticas de Gestão” de 2016.

Segundo informa a entidade, “o primeiro lugar da categoria Boas práticas para a eficiência da Justiça Federal foi para a prática indicada pelo coordenador das investigações da Operação Lava-Jato, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Martinazzo Dallagnol”.

Além dele, outros 13 procuradores da República compartilham a autoria do trabalho intitulado “Força-Tarefa Lava Jato (FTLJ)”.

O editorial afirma que, “segundo a Ajufe, os procuradores responsáveis pela Lava Jato teriam mudado os paradigmas de combate aos crimes de improbidade, formação de cartel e lavagem de dinheiro, sempre agindo com transparência e respeito à ordem jurídica”.

Ao justificar o prêmio concedido aos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, a Ajufe fez ainda três afirmações importantes, de acordo com o jornal:

“A entidade lembrou que os procuradores sempre se preocuparam em não desrespeitar regras processuais básicas, para não dar margem a pedidos de nulidade por parte dos advogados de acusados. Também reconheceu que os procuradores souberam angariar o apoio da sociedade com base em modernas estratégias de comunicação social, incluindo em seu site um sistema de informações sobre as denúncias, acusações e provas que já recebeu mais de 1 milhão de consultas. E, por fim, afirmou que procuradores da República eficientes são essenciais para que os juízes federais de todas as instâncias também sejam eficientes, o que confere legitimidade e autoridade ao sistema de Justiça.”

“Esse respeito que uma categoria profissional demonstra ter pela outra é essencial para depuração ética da vida política brasileira”, conclui o editorial.