Ministra visita tribunal que a discriminou

Por Frederico Vasconcelos

Luislinda Valois quer melhor qualidade de vida “para o preto, pobre, periférico, o gay, a lésbica, o pessoal de religiões de matriz africana”.

Luislinda volta ao tribunal

 

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A presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, recebeu, nesta segunda-feira (20), a visita da secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luislinda Valois.

Ela foi escolhida pelo presidente interino Michel Temer para comandar a secretaria, que tem status de ministério.

Como este Blog revelou no último dia 4, a então juíza Luislinda Valois foi promovida a desembargadora do TJ-BA em 2011 por determinação do Conselho Nacional de Justiça. O tribunal baiano procrastinara excessivamente a promoção pelo critério de antiguidade e a magistrada corria o risco de atingir a idade para a aposentadoria compulsória sem a decisão que aguardava desde 2003.

Do encontro desta segunda-feira também participaram a desembargadora Nágila Brito, responsável pela Coordenadoria da Mulher, o desembargador Lidivaldo Britto, presidente da Comissão Temporária de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos, e a desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus.

“Vim parabenizar a presidente e conversar sobre parcerias para levar melhor qualidade de vida ao nosso povo brasileiro, principalmente para o preto, pobre, periférico, o gay, a lésbica, o pessoal de religiões de matriz africana”, disse a secretaria, segundo informa a assessoria de imprensa do tribunal.

Um dos assuntos discutidos foi o possível termo de cooperação entre o TJ-BA e a Secretaria sobre temas como violência contra a mulher, intolerância, feminicídio e racismo.

A titular da secretaria ofereceu à presidente do tribunal  o livro “Negros pensadores no Brasil”, de sua autoria, cujo lançamento será divulgado em breve.

Na última sexta-feira (17), durante a sessão plenária do TJ-BA, foi aprovada moção de aplausos apresentada pela desembargadora Sílvia Zarif, decana da corte, pela nomeação da desembargadora aposentada.