“Por que vocês [juízes] são tão sérios?”

Por Frederico Vasconcelos

ALUNOS NO TJ-SC

O texto a seguir, sobre a visita de estudantes ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, foi divulgado pela assessoria de imprensa do TJ-SC:

 

Alunos do 3º ano da Escola Cora Coralina, do bairro Rio Tavares, visitaram nesta tarde (28/6) as dependências do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. As crianças, na faixa etária de oito e nove anos, foram inicialmente recepcionadas em gabinete pelo desembargador Saul Steil, lotado na 1ª Câmara Civil do TJ. Em tom descontraído, ele explicou o trabalho do juiz e o porquê da seriedade da profissão, e incentivou os alunos à obediência aos pais e dedicação aos estudos.

O magistrado fez questão de responder pontualmente todos os questionamentos formulados pelos jovens, que estão a estudar sobre profissões. “Por que juiz usa martelo?”, questionou Daniel, o primeiro menino a pedir a palavra. “Porque representa a palavra final no processo, embora hoje já esteja em desuso”, respondeu Steil. “E por que vocês são tão sérios?”, indagou uma menina. “Sérios? Eu sou bem brincalhão!”, esclareceu o magistrado, que logo emendou: “Mas na hora do julgamento devemos ser imparciais, ou seja, não podemos tomar partido de ninguém”.

A conversa se prolongou, assim como a entrevista informal, sem que pergunta alguma ficasse sem resposta. “Vocês sempre usam sapatos?” O desembargador riu e brincou: “Não… Na minha casa de praia, fico de chinelos, uso calça jeans e ando com minha tarrafa nas costas!” Por fim, Steil acompanhou a visita dos pequenos ao Tribunal Pleno e lá se despediu. “Sejam obedientes aos seus pais e façam seus deveres, para um dia serem o que quiserem”, disse.

A visita ao Museu, guiada pela chefe de seção Jaqueline Amaral, teve a exposição do vídeo institucional educativo do Poder Judiciário. A servidora também mostrou a mobília usada nos séculos 19 e 20 em julgamentos e gabinetes, e orientou as crianças no uso da caneta-tinteiro e do mata-borrão. Ao final, a chefe de seção doou ao professor Renato de Moraes Machado, que acompanhava seus pupilos, um exemplar do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ao todo, estiveram no TJ 17 alunos e cinco mães.