Cármen Lúcia vai à posse da diretoria da AMB

Por Frederico Vasconcelos

Jayme Oliveira, Cármen Lúcia e João Ricardo
Será realizada nesta quinta-feira (15), em Brasília, a posse da nova diretoria da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Jayme de Oliveira, presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), assumirá o comando da maior entidade de juízes do país. (*)

Candidato da oposição, Jayme de Oliveira foi eleito em novembro, liderando a chapa “AMB Forte, Independente e Representativa”.

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, participará da solenidade, entre outras autoridades convidadas. A posse do atual presidente, João Ricardo Costa, também foi prestigiada com a presença do ministro Joaquim Barbosa, então presidente do STF e CNJ.

Jayme de Oliveira toma posse no momento em que o Judiciário é alvo de ataques do Legislativo, por meio de medidas vistas como retaliação às investigações da Operação Lava Jato.

Segundo sua assessoria, o presidente eleito da AMB “pretende seguir o caminho do diálogo e a valorização da magistratura com a intenção de fortalecer o Judiciário e seus membros”.

Em recente entrevista, Jayme de Oliveira disse que “o Judiciário desenvolve uma função essencialmente social. É um trabalho de pacificação. Precisamos mostrar à sociedade esse trabalho, as nossas carências materiais e humanas, e trabalhar para superar os obstáculos”.

“Precisamos nos unir aos esforços de todos os Tribunais para melhorar a prestação jurisdicional, especialmente no tocante ao tempo. Nosso prestígio decorre do cargo e o do cargo da função relevante que prestamos à sociedade. Para além disso, o Judiciário precisa afirmar cada vez mais sua independência e sua autonomia, especialmente a financeira”, disse.

João Ricardo encerra sua gestão com fortes críticas à atuação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e de parlamentares sob investigação:

“Nós percebemos que há todo o interesse de um segmento da classe política de enfraquecer o Judiciário, exatamente para impossibilitar que ele atue”.

Segundo revela a Folha, o presidente da AMB afirmou que as movimentações de Renan Calheiros e de outros políticos ocorrem em meio à divulgação das primeiras informações sobre a delação da Odebrecht.

“A sociedade vai pagar um preço caro pelo fato de ter na presidência do Senado alguém que não teria condições de estar lá, porque ele está atuando com a única intenção de se livrar dos inquéritos em que está sendo investigado, e das denúncias, dos processos criminais que ele está respondendo”, disse.

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Data: 15/12/2016
Horário: 19h30
Local: Espaço de Eventos Porto Vittória – Setor de Clubes Esportivo Sul, Trecho 2 – Conj. 19.