Condenado pai que encomendou morte da filha a ‘Papai Noel’

Por Frederico Vasconcelos

O Ministério Público de São Paulo informa que obteve, nesta quinta-feira (2/2), a condenação de Renato Graembecki Archilla a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão por ter planejado e mandado matar Renata Archilla, sua filha.

Renato foi considerado culpado pelos jurados e condenado pela tentativa de homicídio da filha com base em duas qualificadoras pedidas pelo Ministério Público: recurso que impossibilitou a defesa da vítima e motivo torpe. Ele poderá recorrer da sentença em liberdade.

O crime aconteceu em dezembro de 2001. Renata estava parada em um semáforo na região do Morumbi, na zona sul da Capital, quando um homem vestido de Papai Noel se aproximou e atirou três vezes, ferindo o rosto e o braço da jovem. Ela sobreviveu ao atentado. As investigações levaram à identificação do policial militar José Benedito da Silva como o executor dos disparos. Em 2006, ele foi condenado a 13 anos de prisão e expulso da PM.

O julgamento, presidido pela juíza Débora Faitarone, teve início na quarta-feira e ouviu três testemunhas da acusação e quatro da defesa. Atuou pelo MPSP o promotor de Justiça Felipe Eduardo Levit Zilberman, do 1º Tribunal do Júri, tendo como assistente de acusação o advogado Marcial Herculino de Hollanda Filho.