Tribunal envia armas apreendidas ao Exército

Por Frederico Vasconcelos

Armas no TJ-SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo remeteu ao Exército Brasileiro 2.096 armas de fogo e 2.880 armas brancas. Desse total, 1.066 armas estavam guardadas no 1º Tribunal do Júri do Complexo Judiciário “Mário Guimarães” e o restante no Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo).

O tribunal informa que a medida atingirá todos os fóruns do Estado, “um anseio antigo dos magistrados, servidores, operadores do Direito e população em geral”.

Em entrevista ao editor deste Blog, em novembro, o presidente da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages), Magid Nauef Láuar, tratou da segurança dos juízes e comentou os riscos com a manutenção, nos fóruns, de armas confiscadas.

“É muito fácil arrombar um fórum, roubar processos, botar fogo, furtar armas apreendidas”, disse Láuar.

Houve uma ação conjunta envolvendo o TJ-SP, o Exército e a Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A remessa, realizada nesta segunda-feira (6), continha lotes de armamento vinculado a processos que já foram concluídos.

Havia armas com numeração raspada, com numeração ou brasonadas. As armas brasonadas e/ou numeradas serão doadas à Polícia Militar e à Polícia Civil; as demais, após conferência, serão colocadas em esteira rolante para serem prensadas e inutilizadas.

Segundo o presidente do TJ-SP, Paulo Dimas Mascaretti, o aproveitamento das armas brasonadas pelas Polícias Civil e Militar contribuirá para o combate à criminalidade.

Os estudos e a logística para a remessa das armas são coordenados pelo desembargador Edison Aparecido Brandão, presidente da Comissão de Segurança Pessoal e de Defesa das Prerrogativas dos Magistrados.