Escola de magistrados faz convênio com a PUC-SP

Por Frederico Vasconcelos

Juízes selecionados participarão dos cursos de mestrado e doutorado.

Magistrados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo poderão fazer cursos de mestrado e doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Na última segunda-feira (27), a Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, celebraram convênio de cooperação.

O termo foi assinado na sede da Fundasp pelo diretor da EPM, desembargador Antonio Carlos Villen; pelo secretário executivo da Fundação, padre José Rodolpho Perazzolo; pela reitora da PUC-SP, Maria Amalia Pie Abib Andery; e pela consultora jurídica chefe e procuradora da Fundasp, Ana Paula de Albuquerque Grillo.

Assinaram como testemunhas o desembargador Antonio Carlos Malheiros, pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC-SP; e o juiz federal Silvio Luis Ferreira da Rocha, professor da PUC-SP.

Os magistrados serão selecionados pela PUC-SP para participarem dos cursos de mestrado e doutorado realizados por intermédio do Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito da instituição.

Os cursos serão ministrados nas dependências da universidade, abrangendo as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direitos Difusos e Coletivos, Direito Penal e Direito Processual Penal, entre outros.

Antonio Carlos Villen afirmou que o acordo é o início de uma parceria que possibilitará uma aproximação maior do Judiciário com a academia.

“Esse convênio é motivo de júbilo para a EPM, pois abrirá novas possiblidades de aprofundamento de conhecimentos para os magistrados, em uma entidade de extremo prestígio”, salientou.

José Rodolpho Perazzolo destacou a relevância do estabelecimento de uma cooperação entre instituições comprometidas com a excelência acadêmica. “É um motivo de muita alegria assinar esse convênio nesse momento em que a PUC completa 70 anos.”

Maria Amalia Andery afirmou que o acordo alarga o compromisso da universidade com o Judiciário e produzirá relevância social e abertura para novos desafios na área de Direito. ”Podemos pensar em mestrados profissionais voltados ao Direito em questões específicas. A academia precisa desse tipo de provocação, caso contrário, somente se volta a si mesma.”

A EPM deverá divulgar os procedimentos para inscrições dos interessados.