Juiz atua na corregedoria sem prejuízo da jurisdição

Por Frederico Vasconcelos

O juiz Carlos Vieira von Adamek, do Tribunal de Justiça de São Paulo, atua na corregedoria nacional de Justiça sem prejuízo da jurisdição –situação igual à do também juiz auxiliar José Luiz Leite Lindote, do TJ-MT.

Sobre a convocação de Adamek, tema do post sob o título “Corregedoria nacional tem cinco auxiliares“, o Blog reproduz trecho de texto publicado neste espaço em 10 de setembro de 2016, que permite melhor entendimento sobre a situação do magistrado.

***

“Fui convocado para colaborar com o Conselho Nacional de Justiça, sem prejuízo de minha jurisdição em São Paulo e sem qualquer redução na minha carga normal de trabalho”, diz o juiz Carlos Vieira von Adamek.

Ele diz que mora em São Paulo e tem residência em Brasília. “Estou semanalmente em São Paulo. Como juiz substituto, recebi um acervo, não temos distribuição diária de processos”.

Segundo ele, como os julgamentos na Câmara são virtuais, a carga da pauta física diminui. “O número de advogados para atender é menor. Quem me procurou foi atendido”, diz.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que a convocação de Adamek “foi autorizada pelo Órgão Especial sem prejuízo da atividade de Juiz Substituto de Segundo Grau”.

Em julho, Adamek proferiu 191 votos e estava com 713 processos conclusos para julgamento. Na Seção em que atua, a média de processos conclusos é de 704″, informa o tribunal.

“Várias Câmaras vem adotando o julgamento virtual. Trata-se de procedimento que permite conferir maior agilidade nos julgamentos”, informa a assessoria do TJ-SP.

O corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, afirma, por meio da assessoria, que a nomeação de Adamek “não contraria a resolução do CNJ, pois não há prejuízo à jurisdição, estando os julgados em dia e sem redução na carga de distribuição de processos por causa do acúmulo de função”.

“O processo eletrônico permite que o juiz possa trabalhar em seus processos, independentemente de onde ele esteja fisicamente”, diz Noronha.