Desembargador seguiria voto de Benjamin

Por Frederico Vasconcelos

Sob o título “Sigo Herman Benjamin”, a mensagem abaixo foi enviada a amigos pelo desembargador Rogério Medeiros, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais:

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Quando ingressei na magistratura mineira, em 1989, frequentei a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (TJMG). Tive acesso a um texto memorável escrito pelo saudoso jurista e professor mineiro Sálvio de Figueiredo Teixeira, que foi juiz de carreira, desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e ministro do Superior Tribunal de Justiça. Definiu o juiz ideal:

“Honesto e independente, humano e compreensivo, sereno e dinâmico, firme e corajoso, culto e inteligente, justo sobretudo”.

Desde 1996, leciono na Escola Judicial mineira.

Como o amigo desembargador José Renato Nalini, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, enalteço a eloquência das decisões do juiz:

“Todo juiz, queira ou não, é docente. Em suas decisões está a ensinar as partes e a sociedade, a todos transmitindo a sua visão de justiça e a mais adequada concisão do justo, no caso concreto que lhe coube apreciar” (NALINI, in “A Pós-Modernidade e a Profissão do Juiz”, 1997).

A imensa maioria dos juízes de carreira do Brasil repousa a cabeça no travesseiro em paz. Encara sem remorso familiares, amigos e cidadãos.

Nada contra as pessoas dos ministros do TSE que convalidaram as ilegalidades das eleições de 2014. Mas eu seguiria o voto do ministro Herman Benjamin.