Luiz Fux mata mais uma no peito

Por Frederico Vasconcelos

Eis como o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, respondeu quando a repórter Laryssa Borges, da “Veja“, perguntou se “está surpreso com o que foi descoberto no Rio” depois da gestão do ex-governador Sérgio Cabral:

“Estou perplexo. Nunca imaginei na minha vida que houvesse esse tipo de prática no meu estado, nem eu nem os cariocas. Até porque, num conceito geral, Cabral foi o melhor governador do Estado do Rio [grifo nosso]. Não quero prejulgar, mas o que se tem noticiado não era do conhecimento de ninguém, nem como suspeita”.

Indicado por Dilma Rousseff, Fux, ainda segundo a revista, “chegou à vaga com a esperança petista de que iria ‘matar no peito’ o julgamento do mensalão. Foi implacável com as lideranças do PT”.

“Afinal, o senhor prometeu ou não ‘matar no peito’?”, insistiu a jornalista.

O ministro respondeu que, na época a pergunta foi como se comportaria diante desses casos tão difíceis:

“Eu disse: ‘Sou juiz de carreira. Não tenho medo de decidir nada. Essas coisas eu mato no peito’. Foi nesse contexto. Tanto foi que mostrei como é que matava. É o meu jeito de falar”.

Como Fux não explicou por que seu “padrinho político” –como define a revista– “foi o melhor governador do Estado do Rio”, o leitor é capaz de acreditar, mais uma vez, que a avaliação se deve ao jeito do ministro falar.