Sem censura e sem excessos

Por Frederico Vasconcelos

Em respeito às regras do site, este Blog tem vetado a publicação de comentários enviados sob pseudônimo.

A exigência de identificação dos comentaristas é medida saudável. Estimula o debate transparente e valoriza os que expõem abertamente suas ideias, assinando os comentários com nome e sobrenome.

O editor deste espaço não abre mão do papel de moderador, para evitar excessos e ofensas. Equivocadamente, alguns confundem veto ao anonimato com censura.

A título de exemplo, na semana passada não foram publicados comentários de um mesmo leitor sobre o post intitulado “Juízes veem decisão intolerável do STF” [que barrou a recomposição salarial no orçamento de 2018.]

O leitor protestou:

Os comentários aqui postados passam por um crivo moralista draconiano, que não condiz com um espaço liberal e pluralista. Não contem mais comigo.”

Apenas para confirmar que não houve filtros ou censura, o Blog reproduz as opiniões, que seriam publicadas normalmente se não viessem protegidas pelo pseudônimo:

– O teto é uma das grandes empulhações da vida pública nacional. Não limita quase nada, restringe situações desiguais (com quebra da hierarquia e do mérito), e ainda dá azo a que alguns agentes, do alto de suas mordomias, se apresentem como moralistas implacáveis. O que a princípio serviria para coibir excessos, virou bagunça e fonte de ressentimentos. Os meios não dispõem de informações e métodos de análise para compreender corretamente a situação e bem informar. Triste.

– A orientação da cúpula do Judiciário é hipócrita e irrealista. Além do sentimento de iniquidade e discriminação dos magistrados, que sabem quanto ganham categorias menos qualificadas do Legislativo, esse posicionamento do STF é contraditório em relação ao postulado de irredutibilidade dos vencimentos, que a rigor não sobrevive se sujeito a arbitrária coerção de outro(s) Poder(es) para rebaixamento do poder de compra e perda em relação aos demais grupos salariais. Outros Poderes só podem denegar ao Judiciário se denegarem também a si próprios. O resto é populismo, demagogia ou inveja crassa.

– É impecável o manifesto. Só falta anexar as relações de remunerações de outras categorias menos qualificadas, estampadas na internet.

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Como muita mensagens chegam ao site apenas com pseudônimo ou código, o Blog sugere aos leitores colocar o nome por extenso ao final de cada comentário –como alguns, aliás, já fazem.

Gratos pela atenção.