Anamatra planeja ações contra o preconceito racial

Por Frederico Vasconcelos

No Dia Nacional da Consciência Negra, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) anuncia que vai inserir no Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC) de 2018 o tema “Relações entre trabalho infantil, trabalho escravo e racismo no Brasil”.

O TJC é uma iniciativa da Anamatra aplicada em diversas escolas públicas e privadas do país, levando noções de direito e cidadania aos estudantes. O programa foi criado em 2005 e já beneficiou mais de 80 mil crianças e jovens.

O estudo foi apresentado pela vice-presidente da Anamatra, Noemia Porto, durante a IV Conferência Mundial para a Erradicação Sustentável do Trabalho Infantil, realizada em Buenos Aires, na semana passada.

 

“As crianças negras são oriundas de famílias pobres e o racismo é um indicador de vulnerabilidade social. O aumento das taxas de desemprego e a precarização das relações de trabalho, com o rebaixamento dos rendimentos, força o trabalho de todos os membros da família, incluindo crianças e adolescentes. Por causa dessa situação, é alta a evasão escolar, possuindo maior proporção entre as crianças e jovens negros e negras”, afirma a vice-presidente da Anamatra.

No encontro em Buenos Aires, os participantes foram convidados a fazer compromissos voluntários públicos.

O objetivo, segundo a Anamatra, é “fortalecer o diálogo social contra todo tipo de discriminação e preconceito, além de fomentar maior aproximação do Judiciário trabalhista com a sociedade”.