As medalhas e o mérito de cada um
Durante o encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, nesta segunda-feira (25/2), “representantes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios entregaram ao presidente Joaquim Barbosa uma medalha de Ordem do Mérito do Judiciário do Distrito Federal e Territórios”, informa o Supremo Tribunal Federal em seu site.
Em nota divulgada na semana passada, o TJDF informou que o presidente do Supremo não pôde comparecer à “solenidade grandiosa” realizada na última quarta-feira. O tribunal distribuiu a homenagem a 150 personalidades.
O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, foi admitido na Ordem do Mérito neste ano. Joaquim Barbosa foi promovido, entre outros, com os senadores José Sarney e Romero Jucá Filho.
Os quatro receberam o Grão Colar, o grau mais alto da distinção honorífica.
Segundo a Resolução nº 10, de 13.9.1999, a Ordem foi instituída para agraciar “pessoas de conduta e reputação ilibadas, que se destacaram, ou venham se destacando, na contribuição em favor da cultura jurídica e na realização da Justiça no âmbito do Distrito Federal e Territórios”.
Essa distribuição de medalhas a toda hora, pelos mais variados Tribunais do pais, beira o ridículo e causa vergonha alheia.
Como escreveu o comentarista Delfino isso é um anacronismo do Império.
O CNJ precisa pôr um fim nisso.
Sintomas de uma nostalgia do Brasil Império. Medalhas e homenagens são totalmente improdutivas e desnecessárias em um serviço público eficiente. Muitos servidores públicos de alto escalão se acham portadores de títulos nobiliárquicos. A Revolução Francesa, uma das mais importantes da civilização humana, deram um bom fim às cabeças dos portadores destes títulos.
Esse “medalhismo” exacerbado faz com que ocorram situações como esta – quando se misturam o trigo com o jóio…
Pobres agraciados….