Mensalão: grupo entrega ampulheta a revisor

O grupo “Queremos Ética na Política”, que conta com apoio da ONG Transparência Brasil e de várias entidades congêneres, congregando mais de 50 mil membros, pretende entregar na próxima quarta-feira (25/4) uma ampulheta e um manifesto ao ministro Ricardo Lewandowski, “simbolizando o decurso do tempo e o clamor da sociedade, para que o julgamento da ação penal do mensalão se inicie sem mais delongas”.

Segundo Henriette Krutman, que coordena o movimento no Facebook, o evento ganhou o nome de “Missão Ampulheta”.

A audiência com Lewandowski foi agendada pelo gabinete para a quarta-feira, às 16h, no Salão Branco do Supremo.

Junto com um manifesto e a ampulheta, serão entregues ao revisor da ação penal do mensalão volumes contendo milhares de assinaturas da petição online e as assinaturas manuais coletadas durante o movimento “S.O.S. STF”, realizado ontem.

Comentários

  1. Interessanbte!
    Por que esses arautos da Moral e dos Bons Costumes não se mobilizaram até agora para a apuração e punição dos envolvidos na bandalheira que foi a denominada Privataria Tucana?
    Dentre esses arautos haverá algumas dezenas de ‘Demóstenes Torres’?
    Simplesmente, risível, mesmo porque esse tal mensalão ainda está por ser provado, como diz o jornalista Mino Carta.

  2. Só a sociedade organizada pode mudar nosso Brasil, a sociedade tem de estar atenta 24 horas tanto com os politicos, como com a nossa Justiça, pois só assim conseguiremos alguma coisa de boa pra nossa sociedade!

  3. Caro Frederico: Mesmo não mais acreditando na probidade e lisura das instituições deste nosso país, espero que pelo menos os membros do stf tenham a decência e a dignidade que lhes conferem os seus cargos de julgar ainda este ano este processo mensalação, afinal foi através dele que se “viabilizou” o regime de roubalheira desenfreada que assistimos no momento. A grande maioria do povão brasilerio não se importa em ser roubado, mas eu me importo sim, e jamais me conformarei com esta roubalheira.

  4. 24.4.12 – 9:26
    Instigados pela campanha da mídia e da oposição, muitas pessoas e organizações centram fogo no julgamento do mensalão, talvez imaginando que isso vai acabar com a corrupção e o caixa 2 no Brasil, instituições taludas e antigas, que vigem desde a fundação da república. Na verdade, a pressão sobre o STF é maior porque os inimigos do Planalto desejam aproveitar os veredictos já nas próximas eleições de outubro. Para azar desse pessoal, apareceu a CPI da Cachoeira, que vai roubar o cenário ou no mínimo dividir o palco com o rumoroso caso. Enquanto a legislação não for aperfeiçoada para coibir o uso do poder econômico, o uso da máquina pública, o desvio de verbas, as propinas e tantas outras falcatruas, o apelo a recursos ilegais para custear mandatos ou para enricar politicos vai continuar, essa a dura realidade.

    1. Se por um lado falta legislação no Brasil, especificadamente o crime por enriquecimento ilícito, diga-se, que absurdamente não a temos justamente para proteger os corruptos e corruptores, no que se pode denominar sem medo de errar, país maravilha da impunidade, por outro lado é equivocado afirmar que não há outros instrumentos legais para a efetiva punição.

      Permissa venia, a realidade é que nunca há interesse institucional em punir. Para tanto, atualmente, o equivocado entendimento do que seja sigilo a ser protegido pelo Estado, como se combinar crimes contra o erário assuntos íntimos fossem. Foi assim com a Satiagraha, Castelo de Areia, e pelo andar da carruagem, o carro chefe do pedido de defesa do Cachoeira. E olha que pelo princípio da isonomia, tendo em vista o entendimento jurisprudencial, o pedido é bem procedente.

      Todas as defesas têm em comum, como sucesso, não a negativa dos fatos delituosos, mas a invasão do sigilo que entendem ser abrangidos pelo art. 5° da CF/88.

      Assim, enganam-se os que propalam que o julgamento do mensalão não vai adiantar, pois muitos Ministros do Supremo, por convicção moral maior ou senso de sobrevivência da legitimidade institucional, perceberam que a sociedade não tolera mais a impunidade dos homens do poder. E deste julgamento a sociedade espera não menos que um princípio histórico de mudanças, evidentemente absolvendo os inocentes, no entanto, punindo os que tiverem contra si provas inequívocas de práticas criminosas.

      Digo mais, espero que de alguma forma o Supremo reveja todas as operações emblemáticas da PF anuladas pelo STJ, casos escabrosos que não devem vergonhosamente permanecer impunes.

      Esta impunidade afrontosa destrói o espírito republicano de um povo, destrói o credo na justiça dos homens, do pacto social (respeito as leis) e da ética (moral) como princípios norteantes a seguir nas regras de convivência social. Assim, sobra apenas a infeliz máxima de que cada um por sí e o Diabo para todos.

      Ressalto que vislumbro que as Instâncias Ordinárias fizeram um bom trabalho, principalmente os Magistrados do Primeiro Grau, verdadeiros heróis, que por princípios maiores, lutaram contra tudo e contra todos.

      Ademais, afirmo sem medo de errar que a corrupção é o nosso terrorismo, por isso, deste pensamento coletivo, surgiu o sentimento universal na terra brasilis do basta de impunidade dos ladrões do erário.

      Assim, tranqüilizem situação e oposição quanto ao prejuízo eleitoral, pois a sociedade, que no linguajar da Veja, “colocou a faca imaginária no pescoço do Supremo”, não quer poupar nenhum dos lados, pelo contrário, deseja que todos sejam democraticamente, pelo princípio maior da isonomia e proporcionalidade, agraciados com exemplares e educativas punições.

      Aproveito para transcrever o link da petição pública do Julgamento do Mensalão:
      http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N22495

  5. FELIZMENTE, AINDA TEMOS PESSOAS DECENTES E INDIGNADAS COM TANTAS DELONGAS, BLÁ, BLÁ, BLÁ E NADA DO JULGAMENTO. ACRIDITO E AINDA MANTENHO ESPERANÇAS EM NOSSO JUDICIÁRIO.
    Cordialmente,
    Ortiz.

  6. Se as coisas por si só não funcionam, até porque existem interesses maiores que a aplicação da lei ENTENDO que é necessário um amplo e nacional manifesto popular.
    A anpulheta só vai servir para distrair o STF. Que objeto estranho!!

  7. O país aguarda que o STF faça o seu papel na reconstrução moral que a sociedade exige, o julgamento do mensalão é fator decisivo para esse objetivo de moralização política da Nação.

  8. Será que esses jovens estão cientes que estão batalhando a favor de uma fraude política? Se eles conhecessem a forma como o falso “mensalão” foi concebido, garanto que eles estariam pedindo a prisão de Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e os dirigentes da VEJA.

  9. Não acredito que o Ministro não vá entregar o seu parecer a tempo, apesar de tudo, nós devemos confiar piamente no nosso STF. que diremos aos nossos filhos e na geração futura se deixarmos passar escândalo como esse?

  10. É muito importante essa iniciativa do grupo “Queremos Ética na Política”, que conta com o apoio da ONG Transparência Brasil e de várias entidades congêneres, congregando mais de 50 mil membros, de entregar na próxima quarta-feira (25/4) uma ampulheta e um manifesto ao ministro Ricardo Lewandowski, revisor, “simbolizando o decurso do tempo e o clamor da sociedade, para que o julgamento da ação penal do Mensalão se inicie sem mais delongas”. O que se espera é que essa oportuna iniciativa, venha sensibilizar os Senhores Ministros do STF, no sentido de que Suas Excelências, se disponham a realizar, sem demora, o julgamento da referida ação penal, cujo desfecho, é aguardado com vivo interesse pela sociedade brasileira.

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