Juízes federais do Sul param nesta segunda

Objetivo é “demonstrar irresignação com o tratamento dispensado à Magistratura”

Juízes federais da Região Sul (4ª Região) saíram na frente na mobilização para exigir a valorização da carreira e o restabelecimento de uma política remuneratória digna.

Nesta segunda-feira (17/9), magistrados federais de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul farão paralisação de um dia. Haverá um encontro no prédio da Justiça Federal em Florianópolis (*), com transmissão por videoconferência da discussão e votação de medidas preparatórias para a Assembleia Geral Extraordinária convocada pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) para o dia 1/10.

Segundo informa Janaina Machado, Juíza Federal Substituta e Delegada da AJUFE em Santa Catarina, estima-se a participação de, no mínimo, 100 juízes e juízas federais.

O objetivo é “demonstrar nossa irresignação com o atual tratamento dispensado à Magistratura da União quanto a sua política remuneratória e valorização institucional”.

“Nossa irresignação precisa ser veiculada e canalizada através de ações concretas e atitudes firmes, sem exclusão do diálogo institucional que vem sendo feito pela Diretoria da nossa Associação Nacional”, diz Janaina.

A decisão da paralisação foi tomada em reunião no último dia 5/9 em Florianópolis, com a presença de 44 juízes de Florianópolis, Tubarão, Jaraguá do Sul, Joinville, São Miguel do Oeste, Lages, Laguna, Blumenau, Itajaí, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa e transmissão por videoconferência para as demais subseções.

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(*) Data: 17/09/2012

Horário: 14h

Local: Sala de Estudos, 4º andar, Prédio Sede da Justiça Federal em Florianópolis-SC

 

Comentários

  1. Três coisas: Justiça Federal, leia-se: “Justiça da União Federal”, Justiça do Trabalho, leia-se: “Justiça do Trabalhador” e Justiça Estadual, leia-se: “Justiça do Estado”. Todas são totalmente parciais com seus respectivos “donos”. Em nenhum país civilizado do mundo é necessário impulsionar o judiciário para ações tão banais quanto as que existem aqui. Sabem por quê? Porque os causadores destas ações, nos países civilizados, não dão motivos para tanto. Previdências são pagas de acordo com LEI, impostos são cobrados de acordo com a LEI, verbas trabalhistas são pagas de acordo com a LEI, etc… A LEI, branco no preto, é mera prosopopeia neste país, não vale nada, é mudada, rasgada e mutilada pelos tão chamados “operadores do direito” com sua criações mentais chamadas: jurisprudências. Em um país sério, a LEI é cumprida, seja pelo próprio Governo, seja por seus cidadãos, não precisa de nenhum “togado” para fazer valer a mesma… É por isso que nestes países civilizados, a LEI é regra e o processo é mera exceção… Em tempo, tentem fazer greve em um dos dois meses que você tem de férias, assim ninguém vai notar, nem mesmo seus assessores…

  2. ATÉ QUANDO ESSA FORMA ANTIQUADA VAI SER USADA POR UM PAÍS QUE QUER “PARECER “SER DE PRIMEIRO MUNDO,QUE SE “VANGLORIA”DE TER PAGO A DÍVIDA EXTERNA,QUE SE “VANGLORIA”DE TER ATRAVESSADO A CRISE GLOBAL SEM SENTI-LA?QUE SE CRIE UMA FORMA “RACIONAL”DE REPOSIÇÃO SALARIAL PARA SE “ABOLIR” ESSA “FORMA DEGRADANTE”E QUE SÓ TRÁS PREJUÍZOS ENORMES A TODOS,E NÃO VENHAM COM “LERO-LERO”QUE NÃO TEM DINHEIRO ,POR QUE É “MENTIRA DESLAVADA”,POIS SE TEM DINHEIRO ATÉ PRA DOAR PRA FAZEREM ESTADIOS DE FUTEBOL “PRIVADO”,SE TEM DINHEIRO SOBRANDO PRA FAZEREM DOAÇÃO PRA AJUDAREM OUTROS PAÍSES EM CRISE”INTÃO “TEM QUE TER DINHEIRO PRA REPOR SALÁRIOS!@@!!!!!!MAS QUE NÃO VENHAM COM ESSA “POLÍTICA PODRE”DE DAREM REAJUSTE E DEPOIS DE 2 MESES CORTAREM AS HORAS EXTRAS DOS SERVIDORES COMO OS PETISTAS FIZERAM EM RIO GRANDE

  3. Fred, não me lembro de alguém dizer que o gasto com a magistratura (subsídios, servidores, manutenção dos prédios) gira em torno de 2% do PIB. De tal valor, a metade é devolvida aos cofres públicos por meio das sentenças. Logo, é um poder extremamente barato. Assim a elevação dos subsídios não faz nem cócega no erário público.

  4. Qual a importância de um juiz federal mesmo? As causas mais importantes e a capilarização da justiça são do Poder Judiciário dos Estados. Este sim não pode parar. Juiz federal nada numa estrutura de trabalho maravilhosa, com dezenas de servidores ao seu redor, fazendo seus despachos, decisões e sentenças. Se a justiça federal parar um ano, ninguém nem da falta. Quem não pode parar é o juiz estadual…

    1. Patrícia, a importância de cada magistrado nesse país é fundamental e diretamente ligada as questões atribuídas pela CF. As vezes o desconhecimento efetivo do que cada um de nós faz pode levar a considerações que não retratam a realidade. A Justiça Estadual tem atuação no âmbito de cada Estado da Federação, decidindo questões que envovem particulares, em regra. Tem atuação voltada para esfera pública no tocante as Varas da Fazenda Pública e tbm na competência delegeda em matéria previdenciária. Além disso, os Juízes Estaduais respondem por atribuições eleitorais. Merecem respeito. Merecem Remuneração Digna, e tem tido esse respeito e essa Remuneração. Os Juizes Federais atuam em plano distinto, as causas são contra os entes´públicos: União, Receita Federal, INSS, Caixa Econômica, ECT, Universidades, Autarquias, envolvendo questões que vão desde o dano moral em agências da CEF até questões de saúde por não fornecimento de medicamentos, ausência de politicas públicas de saneamento básico, entre outras. A existência de estrutura física e de recursos humanos distinta em cada esfera (estadual e federal) não é não pode ser motivo para desigualdade remuneratória. E posso, com certeza, afirmar que a Paralisação dos Juízes e Juízas Federais, por um dia, será sentida. Att, Janaina Machado, Juíza Federal Substituta

      1. Janaína,
        Acredito que vc não conheça a realidade do RS, pq aqui juízes e promotores gaúchos não têm tido remuneração digna.
        Pelo menos os da inicial e intermediária.
        A situação está caótica.
        Ab,
        Cinthia Rangel,
        Promotora de Justiça do RS.

    2. Que bobagem! Milhões de trabalhadores precisam da Justiça Federal para a concessão de benefícios previdenciários, mutuários para afastar as ilegalidade da Caixa Econômica Federal, sem falar na questão das ações penais contra sonegadores de todas as espécies e tantas outras questões de competência da Justiça Federal.

  5. Nossos juizes federais ganham bem. Mais do que os juizes dos EUA, Franca, Alemaha, etc. Ainda por cima tem 02 meses de ferias (mais recessos), 13 salario, plano de saude, aposentadoria integral, etc. Quem entra para o servico publico nao pode ter o enriquecimento como principal objetivo.

    1. Nós estados unidos eles tb têm plano de saúde e aposentadoria integral. veja o site uscourts. o recesso deles é o recesso de verão, três meses. ps juízes americanos não pagam imposto de renda nem contribuição previdenciária.

    2. Nelson, a afirmação de que ganhamos bem é relativa e sempre precisa ser contextualizada, em especial quando se traz comparação com o rendimento de Juízes americanos e europeus, exatamente pelo custo de vida que existe em cada país. A reivindicação por Política Remuneratória Digna e condizente com a Carreira de Poder de Estado que cada um dos juízes e juízas federais do país exerce não tem, você pode ter certeza disso, o objetivo de enriquecimento. Observe a nota do Presidente da AJUFE e nela verá o que sentimos, financeiramente falando, há 06 anos: ausência de reposição inflacionária a cada ano, com desrespeito ao previsto na CF de 88 – a qual nós juramos – sim fazemos esse juramento no ato da posse – cumprir e guardar. O que se pretende com esse dia de Paralisação é chamar a atenção da sociedade e da Cúpula do Poder Judiciário. Att, Janaina Machado, Juíza Federal Substituta.

    3. Não adianta comparar o salário de nossos juízes com os de outros países sem comparar o custo de vida naqueles mesmos países, além, obviamente, das condições de trabalho que são dadas aos profissionais. Não são os juízes brasileiros que ganham bem, a maioria dos brasileiros, dada a pouca instrução, é que não consegue melhores empregos. Qualquer brasileiro que estudar, se formar em Direito, fizer concurso para juiz e for aprovado ganhará o salário de juiz, o concurso é público, basta ter conhecimento e preencher os requisitos legais, nada além disso.

      1. Apoio o seu comentário.
        Para ser político, tem que dominar uma máquina partidária.
        Para ser jogador de futebol tem que ter talento, assim como para o artista, o músico, o escritor, etc.
        Para ser juiz, não precisa muito. Basta estudar, passar no concurso e trabalhar.
        Ou seja, qualquer um pode.
        Então, que acha muito que se ganha, então venha ganhar muito também. Passe em concurso.

    4. Deve-se lembrar que a renda média do trabalhador americano é dez vezes superior à média brasileira. Assim, em comparação com os juízes de lá, os juízes brasileiros ganham muito bem.

  6. Se juiz faz greve e todos sabemos que seu salário é muito mais digno do que de muitos brasileiros é para pensarmos aonde está indo todo o dinheiro arrecadado em impostos, multas, IPVA e mesmo assim temos que pagar pedágio porque o direito de ir e vir em muitas estradas só existe se tivermos dinheiro para pagar o pedágio, é triste hoje morar no Brasil. Trabalhamos honestamente, criamos nossos filhos com moral mas estamos a beira de um caos aonde somente alguns levam vantagem. Deveriam rever todos os salário iniciando por todos os políticos que em qualquer eleição observamos pessoas desesperadas e sem instrução alguma pleitiando uma vaga, parei de rir das propagandas eleitorais e comecei a chorar, porque o nível dos candidatos não são para se fazerem leis, leis quem deveria fazer são pessoas cultas e instruídas.

  7. Quanto ganha um juiz?Em final de carreira é o teto certo? Uns 25 mil , certo? Sabe quanto ganha um médico do Sus ? Se for exclusivo , tempo integral , uns 10 mil. Não acho que um juiz deva ganhar mais que um médico . A faculdade que o médico faz é em tempo integral , por seis anos .Sem contar a residência médica , pelo menos mais dois anos . Ou seja, o médico começa trabalhar na melhor das hipóteses aos 26 anos . O juiz cursa 5 anos em tempo parcial e pode aos 23 anos estar ganhando o dobro que um médico . Do que estão reclamando ? Pimenta no dos outros é refresco .Não acho que a responsabilidade de um juiz seja maior e , muito menos , mais importante que a de um médico . Medicina é sacerdócio , né? Na próxima vez que um juiz for julgar uma greve de médicos seria bom ter esses dados em mente . Se existe um setor do funcionalismo que não pode se queixar é exatamente o judiciário , em especial os juizes ! É só comparar com a saúde !

    1. Acho esta comparacao infundada. Cada profissao tem o seu valor no seu segmento, nao se pode comparar uma a outra sem olhar todos os detalhes. Por ex. Um juiz muitas vezes corre risco de vida ao indiciar um criminoso. Quando q um medico corre riscode ter sua vida e de sua familia sob ameacas ao exercer sua profissao ? O mesmo vale para engenheiros e mergulhadores de empresas de petrolio, neste caso ve-se o risco ao exercer a profissao e obvio tem q pagar bem, independente de quanto o governo paga para os medicos do SUS. acredito vc nao estudou muita a profissao de juiz, um pessoa entrando na faculdade aos 18, se forma em direito aos 23/24, precisa ter anos advogando e prestar concurso para se tornar assim…medico se entrar na faculdade aos 18, se forma aos 24….nao existe comparacao. .se medico ganha-se pouco veriamos muitas greves por ai nesta area…

    2. Rangel, não é a primeira vez que ouço ou leio a comparação que vc fez no comentário. Concordo com vc no seguinte ponto: o Médico do SUS ganha pouco sim, é desvalorizado e a carreira não é atrativa. O que pergunto é: O Magistrado Federal – deveria perceber subsídio inferior ao que recebe ou o Médico do SUS deveria ter sua profissão e missão valorizadas, assim como os Professores das redes muncipais, estaduais e federais, com Política Remuneratória Digna e que tivesse por premissa as responsabilidades dos respectivos cargos? ensinar, cuidar e prevenir agravos de saúde, julgar e garantir o respeito a CF? Veja que se um médico do SUS prescrever um medicamento e tratamento não previstos no SUS o que cidadão terá que fazer? Procurar a Justiça Estadual ou Federal conforme a situação e será o Magistrado, Federal ou Estadual, que decidirá a questão envolvendo a saúde do cidadão. Nivelemos por cima Rangel, uma sociedade crítica e reponsável tem que estar atenta. Att, Janaina Machado, Juíza Federal Substituta.

    3. O médico pode ter seu consultório particular e aumentar em muito a sua renda, coisa que o juiz não pode, pois a legislação não permite outra função a não se a de magsitério, cujo salário, convehamos, é ridícula.

    4. É a velha história de se um está ruim, coloca todos no mesmo barco, do “vamos nivelar por baixo”.
      T. Rangel, não dá para pensar assim, mas em melhorar o salário do médico do SUS, cuja carreira, realmente, não é das mais atrativas.
      Att,
      Cinthia Rangel.

  8. Magistrado no Brasil conversa muito, tem pouca eficiência, ganha mais que o americano e o europeu e grande prolificidade dialética, como em qualquer país de nefelibatas e ignaros. É público e notório que ampla parte da magistratura brasileira só trabalham de terça a quinta, duas férias por ano e muitos, não moram em suas Comarcas (a Lei o exige) além de que muitos tem outra profissão (professor); Quem fiscaliza tudo isso, se eles acham que (L’État c’est moi); seus pares kkkkk? Nossa esperança era a Eliana Calmon no CNJ, mas ela se foi. Outro fato interessante é sabermos que nossos juízes ganham facilmente mais 13.000 dólares por mês, cerca de 26 mil reais, mais que os americanos e europeus isso num país onde a renda mínima é de R$ 622 . A questão maiornão é a existência de técnicos e analistas ganhando mais que juízes, é a grande diferença entre o maior e o menor salário no Brasil. Em qualquer país civilizado essa diferença não passa de 10 vezes, enquanto que no brasil supera e muito 40 ou 50 vezes. Como é difícil a tal da alteridade (Juiz gosta de palavras difíceis, essa eles entendem) como doí quando a pedra está dentro de nosso sapato. Quando são instados a usarem seu livre poder de convecimento em favor de classes menos favorecidas a exemplo do julgamento de dissídios coletivos, ações trabalhistas coletivas, reposição salárial dos outros, legalidade de greves, interditos proiditórios de banqueiros contra os bancários quase sempre nossos nobres magistrados usam seus poderes magnânimos para endossar a tese do mais forte ou do governo de plantão; entretanto, quando é pra defender seus próprios interesses a infantaria se move sem generais, sem divisões, sem hierarquia e sem controle.. Parabéns nobres Magistrados, vocês nos mostram o quão buscam a justiça ….Jus est ars boni et aequi” ademais como disse o mais nobre dos brasileiros praticar justiça é “dividir igualmente entre os iguais e desigualmente entre os desiguais na justa medida de suas desigualdades”;( Rui Barbosa se esqueceu que no Brasil, na hora de dividir o bolo, os desiguais sempre aparecem). Não vejo nenhum magistrado buscar a fazer Justiça salarial e social, lutando para diminuir a diferença entre os que ganham mais e aqueles que menos ganham. Com a palavra os magistrados de plantão .

    1. Juízes americanos não pagam imposto de renda nem contribuição previdenciária . quanto aos magistrados que trabalham de terça a quinta, por favor, dirija-se à corregedoria , oab e cni. é um favor que fazes aos bons juízes, pois eliminarás os maus profissionais. Procure lutar pela melhoria da educação, e com certeza, a diferença entre a menor e a maior remuneração se reduzirá.

    2. Wanderley, concordo contigo quando no final do teu comentário vc refere: “não vejo nenhum magistrado buscar a fazer a Justiça salarial e social, lutando para diminuir a diferença entre os que ganham mais e aqueles que menos ganham.” E sempre me questionei acerca do real motivo para que não vejamos isso. Será que é pq não existe? Ou será que o motivo é pq não dá notícia o fazer e julgar ações que tenham relevância social, pois isso é fazer o bem e fazer o certo? O que vemos noticiado são apenas ações negativas. COnvido vc a conhecer o projeto de conciliação em ações de saúde: uma realidade possível, na Justiça Federal de Florianópolis, através da Central de Conciliação. É uma prática que busca conciliar as ações de saúde, aquelas nas quais o cidadão tem um medicamento ou tratamento prescrito e não tem acesso pelo SUS, então recorre a Justiça para obte-lo. Nesse projeto o trabalho feito envolve audiências com presença das partes autora, médico prescritor, tecnicos farmaceuticos da area de saude do estado, municipio, procuradores dos muncipios, do Estado, da União e conciliadores (magistrados) que atuam na busca de uma solucao consensual ou, caso não seja obtida, de uma decisao que leve em conta a questao do individuo, suas necessidade e do grupo familiar. Existem outros exemplos, mas eles nao dão “ibope” pq sao fruto da responsabilidade e dever que temos que ter e que é nossa obrigação. Meu email está acima e estou a disposição para apresentar outros projetos que tem esse cunho que vc mencionou e mencionou com razão. Att, janaina Machado, Juíza Federal Substituta

    3. Senhor Wanderley, com todo respeito, penso que o sr. está equivocado. Os magistrados trabalham muito, até fora do horário, além disso permanecemos nos plantões semanais (os colegas de Comarcas onde só há um juiz, passam o ano inteiro no trabalho normal e em regime de plantão, salvo nas férias) atendemos casos urgentes de madrugada, tudo sem receber um centavo por essas horas extras. Basta acessar a página do CNJ, no item estatísticas dos magistrados e calcular o volume de trabalho ali descrito par saber que são milhares de despachos, sentenças e de audiências com milhares de oitivas de testemunhas e de partes durante todo o ano. Quanto à diferença salarial em relação aos demais trabalhadores, basta atentar para a dificuldade de alcançar a carreira da Magistratura, para saber que poucos estão preparados para a função e merecem ganhar mais por isso, já que salários baixos afastariam os realmente vocacionados para o cargo e abririam espaço para quem seria despreparado ou portadores de má-fé. Já quando o Sr. diz que os juízes deveriam lutar para diminuir a desigualdade entre os trabalhadores, desculpe, mas se tem uma categoria que tem muito mais privilégios do que obrigações e leis que os protejam é a do trabalhador comum (um simples celular à disposição do patrão já lhe garante horas extras!). Fico imaginando o que aconteceria se o Estado aventasse a hipótese de o trabalhador comum ficar de plantão uma semana ou pelo ano inteiro, atendendo até de madrugada e sem ganhar nada. Haveria paralisação geral e o mundo cairia na cabeça de quem aventasse tal hipótese. Já se esse trabalhador comum recebesse adicionais pelos plantões em período semelhante ao que os magistrados trabalham de graça, com certeza os salários de muitos desses trabalhadores comuns se aproximariam ou até passariam do salário dos juízes.

      1. Atender final de semana, ser chamado no meio do churrasco de domingo, isso só sabe quem convive com um juiz ou promotor, e ninguém mais.
        Esse último domingo quase tive que abandonar o churrasco com um grupo de amigos por conta de uma emergência. E sabem quanto eu ganhei por esse belo plantão? ABSOLUTAMENTE NADA!!!!
        Médicos não fazem isso, de jeito nenhum! Assim como nenhum outro trabalhador!
        Att,
        Cinthia Rangel.

  9. utilizaram video conferencia pubicamente! O Senhor Jornalista só critica Funcionário que nem utliza bem publico! Não obstante a sua predileção oJuiz Federal ganha muito mal pelas suas atribuições! ODesempenho dos Juizes Federais está aumentando muito com nova postura da policia brasileira e como sempre o INSS negando tudo!

  10. Penso que uma forma mais produtiva e em nada ilegal seria os magistrados criarem mutirões para julgamentos em massa de ações em que a União é ré. Beneficiariam grande parte da população que depende dessas sentenças para verem seus direitos respeitados e, devido à quantidade de ações repetitivas, mostrariam à sociedade a realidade e, de quebra, melhorariam a própria imagem da Justiça e da importância de um Judiciário forte. Além, disso, em razão do esforço concentrado para esses mutirões, teriam de paralisar por um tempo o andamento de ações de interesse da União, mormente, aquelas que garantiriam a entrada de dinheiro nos cofres dela (afinal, a única linguagem que interessa ao Governo Federal é a do dinheiro). Ao ver a arrecadação sob risco, o Governo Federal rapidamente baixaria a bola e iria negociar.

  11. Disse o jornalista que a nota dos juízes afirma que o objetivo da greve é o de “demonstrar nossa irresignação com o atual tratamento dispensado à Magistratura da União quanto a sua política remuneratória e valorização institucional”. Isso, essa “irresignação”, beira ao ridículo, vez que a justiça federal e os seus magistrados, bem como seus servidores, são muito bem remunerados. Sugiro aos grevistas exigirem remuneração no patamar de R$50.000,00 – incentivando os demais que lhes são ou estão em posição correlata. Façam como fizeram as altas castas em vários países europeus e, com tal desprezo e atitude, ajudem a quebrar o Brasil. Aí verão que o buraco acolhe muitos…

    1. Antonio, o que se pretende com essa Paralisção é dar continuidade e fortalecer uma luta que vem desde 2006 e tem como principal fator, não único, a reposição inflacionária do período: 28,86% – perda inflacionária em razão da não reposição anual em cada exercício respectivo desde 2006. COm essa reposição inflacionária o subsídio do Ministro do Supremo – STF – que é o TETO máximo do funcionalismo público no País passaria de R$ 26.723,13 para cerca de R$34.000,00 brutos, sobre os quais incidem IR na fonte e desconto da Precidencia Social chegando a um valor líquido de aproximadamente a 22 mil reais. E veja, esse é o subsídio do Min. do Supremo! Juiz Federal de 1ª instância tem um subsídio líquido da ordem de 15 mil reais hoje, sem a reposição inflacionária constitucionalmente prevista e que vem sendo sistematicamente desrespeitada para com o Poder que tem a função de guardar e fazer respeitar a Constituição. A crítica é bem vinda, mas precisa ser construída com argumentos sólidos e discussões transparentes. Precisamos estar dispostos a isto. Att, Janaina Machado, Juíza Federal Substituta

  12. Eu não me canso de perguntar: Cadê o congresso nacional, cadê o poder executivo federais. Jà passou dá hora de regulamentar esse direito de greve, esse abuso que o povo, não mais tolera, seja lá, qual classe de servidor for. Greve de juiz, é o que faltava. No entanto, fica a ressalva, de que os Magistrdos federais são os únicos a cumprem o teto salarial constitucionalmente previsto. Mas, não justifica nenhuma greve, eu odeio greve.

    1. Marcelo, o direito de greve é um direito previsto na CF promulgada em 1988. Atéa prsente data ainda n]ao há regulamentação e sua crítica é justa e certa nesse sentido. Porém comparar um dia de Paralisação com exercício abusivo do direito de greve é um exagero Marcelo. É um dia para que os juizes paralisem suas atividades e, reunidos no local de trabalho das 14h as 18h reflitam sobre o que vem acontecendo e causando a (des)valorização da magistratura da União. Quanto a ser contra ou favor da greve, observe-se que ela é um direito constitucional e que deve ser exercida com respeito ao mínimo necessário, no âmbito da esfera pública, para manutenção dos serviços públicos. Porém, repito, um dia de paralisação não é deflagração de greve. É um acenar para a Cúpula do Poder Judiciário que estamos nos mobilizando e que é necessário o respeito aos integrantes de um dos Poderes da República que constitui a Democracia neste País. Att, Janaina Machado, Juíza Federal Substituta.

      1. Prezada Janaína Machado,

        Olha só, com todo respeito, o comentárista WILSON deu uma sujestão maravilhosa, ” Penso que uma forma mais produtiva e em nada ilegal seria os magistrados criarem mutirões para julgamentos em massa de ações em que a União é ré. Beneficiariam grande parte da população que depende dessas sentenças para verem seus direitos respeitados e, devido à quantidade de ações repetitivas, mostrariam à sociedade a realidade e, de quebra, melhorariam a própria imagem da Justiça e da importância de um Judiciário forte. Além, disso, em razão do esforço concentrado para esses mutirões, teriam de paralisar por um tempo o andamento de ações de interesse da União, mormente, aquelas que garantiriam a entrada de dinheiro nos cofres dela (afinal, a única linguagem que interessa ao Governo Federal é a do dinheiro). Ao ver a arrecadação sob risco, o Governo Federal rapidamente baixaria a bola e iria negociar.” Porque a AJUFE não encampa essa IDÉIA, Pois, assim sairemos todos ganhando, o povo, os juizes federais, menos, claro a UNIÃO FEDERAL.

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