Em protesto, juízes do trabalho não participam da Semana de Conciliação promovida pelo CNJ

Os juízes do Trabalho de todo o Brasil não vão participar da Semana de Conciliação, promovida anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A medida é resultado da insatisfação com a proposta de 15,8% em três anos, incluída no orçamento pelo Governo Federal. A decisão já foi comunicada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, pelo presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Renato Sant’Anna.

Segundo informa a assessoria de imprensa da Anamatra, as 24 associações regionais de juízes do Trabalho realizaram assembleias para decidir sobre ações que mostrem a indignação dos juízes com o descumprimento da Constituição Federal, especialmente no que diz respeito ao dever de recomposição do valor dos subsídios.

“Nossa decisão de não participar da Semana da Conciliação  tem como objetivo mostrar que os juizes do Trabalho estão muito insatisfeitos com a situação de absoluto desrespeito ao Poder Judiciário. Os juízes também têm direitos e precisam ser ouvidos, como todo cidadão brasileiro”, afirmou Renato Sant’Anna.

Comentários

  1. Fica aqui uma pergunta. E aqueles empregados que precisam ter resolvidos seus problemas o que poderia ocorrer nas semana de conciliação, como ficam? O prejuízo é sempre do mais fraco. Lamentavel.

    1. As audiências ocorrerão normalmente e os eventuais acordos serão homologados logo após a semana de conciliação. Assim, não haverá prejuízos aos jurisdicionados. Ao mesmo tempo marca-se posição quanto às reivindicações dos juízes. De mais a mais a conciliação é inerente à Justiça do trabalho (acontece todo dia e a toda hora). Uma semana tão-somente é incompatível com o seu funcionamento.

  2. A ficha caiu para a magistratura…isto eh um governo de sindicalistas que só entende um recado :mobilização e paralisação!!!

    Quando se fala em diálogo para eles eh o mesmo de pregar no deserto…

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